Depois de escrever sobre o assunto, o destino acabou me colocando frente a frente com um espartilho, peça de roupa feminina tão carregada de significados, imagens, simbolismos e fantasias. Seja como ferramenta de aprisionamento feminina, tanto da sociedade de forma direta, como pela "ditadura" da beleza, ou objeto de estética o espartilho chama atenção.
Mas então, contextualizando, eu estava em uma loja de Novo Hamburgo, melhor dizendo, um Atelier que vende multimarcas e roupas próprias, tendo horários específicos, estilo diferenciado e mimos únicos, a loja é uma delícia de se estar. Encontra-se lá, além de roupas, coisas de mil e uma utilidades. De saquinhos personalizados para organizar a bolsa a babeiros masculinos (sim, para adultos), tudo com um charme especial.
Mas então.. em meio ao passeio, notei que a moça que nos atendia, uma das donas do local, usava um corset jeans, por cima de uma camisa. E comentei com ela que achava bonito, mas nunca tinha conseguido comprar nada do estilo, já que sou um pouquinho menor do que a média.
Aí é que veio a revelação mais interessante, elas estão vendendo corsets, feitos à mão, sob medida para cada mulher, em estilo vitoriano, no tecido que a cliente escolher e com especificações que eu nem lembro. O produto leva 40 (sim, QUARENTA) dias para ser entregue e, como já dá pra imaginar, a um preço bem salgado.
Ela me trouxe um modelo, uma encomenda que ainda não tinha sido entregue, e eu experimentei. Lindo de morrer, deixou minha coluna, vítima de uma péssima postura, ereta e era de um conforto que eu nunca ia imaginar. Os primeiros momentos depois de 'apertar' a peça são de uma leve falta de ar, mas assim que a gente acostuma, não quer tirar por nada. E colocar de volta as roupas normais dá a sensação de que falta algo.
DÁ VONTADE DE FICAR USANDO.
Depois disso a Rubí me passou o site da estilista que faz as peças para as celebridades brasileiras e lá eu pude fazer um pouquinho de pesquisa sobre os modelos e tirar algumas conclusões.
Existem alguns tipos de modelos, a diferença principal está nos que incluem a área do busto ou não. Ainda tem os que são meio termo entre os da cintura e os inteiros e, além disso, a peça pode se estender um pouco abaixo da cintura ou não. Das duas categorias principais, os primeiros são divididos em duas categorias, os com espaço para o seio e os retos (que deixam os peitos mais 'saltados' para cima, por ficarem apertados), dos com espaço para o seio, ainda podemos encontrar aqueles que tem os bojos e aqueles nos quais isso é mais discreto, sem esse bojo ser mostrado (acho que seria interno, algo assim). Já aqueles que não incluem a área do busto, a meu ver, são divididos mais pelo tipo de material do que por especificações mais fortes. Mas deu pra notar, no site, que estes, que incluem somente a parte da cintura, apertam mais o corpo feminino, afinando a cintura de uma maneira inacreditável. Sendo uma categoria chamada de tight alguma coisa, o objetivo é APERTAR meeeesmo, pelo que eu entendi, acho que dá pra dizer que é um estilo.
O que eu tive a oportunidade de provar incluia o busto, tinha o espaço para o seio e não possuia o bojo delineado na peça.
Interessante, não?
O site: http://www.madamesher.com/pt/modelos/
(essa parte fala dos modelos, clicando no título de cada um, o site dá muuitas opções bacanas, mas há também uma seção com a história da peça)
Elisa Casagrande
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
O espartilho contemporâneo
Eu tinha na cabeça colocar algo sobre isso há tempo já, assim como uma série de tópicos que eu anotei em um bloco, quando não conseguia dormir com as idéias borbulhando na minha cabeça.
Então, depois do post sobre o filme da Chanel eu fiquei pensando e, ao comprar uma dessas bermudas que nos faz parecer pelo menos um manequim menor me dei conta: o espartilho não nos abandonou.
Depois de deixar de ser obrigatório no guarda-roupas feminino o espartilho firou objeto de fetiche, é inegavelmente uma peça sexy e que se utiliza apenas em algumas ocasiões. No dia-a-dia é difícil encontrar alguma moça, garota ou senhora fazendo uso da peça.
Mas não, ele não desapareceu, só se reinventou.
Tomou um design menos atraente do que o original e virou "calcinhas" (as aspas se devem ao tamanho das calcinas), cintas, colants e bermudas que apertam, levantam e "arrumam" o corpo feminino. Tudo isso como parte do nosso ideal de beleza, as moças belíssimas e com baixo nível de gordura corporal que deslfilam com uma desenvoltura invejável pelas passarelas (eu as chamo, carinhosamente, de raquíticas).
A nós, reles mortais que pecam na dieta e variam de manequim de tempos em tempos, resta prender a respiração, colocar a bermuda ou similar e vestir aquele vestidinho bandage, aquela blusa justinha ou qualquer outra peça que revele as saliências mais teimosas do corpo.
Isso me faz pensar como pode o tal século XXI, que diz trazer tantas inovações para a vida e rotina social, manter certas tradições tão antigas e primitivas... Nós, mulheres moderas, todas donas de seu próprio nariz, trabalhadoras, de posse de certa intelectualidade, que conquistamos tantos direitos ao longo dos tempos, permanecemos utilizando de tecnicas antiquadas para que possamos nos enquadrar em padrões irreais. Sim, pois sei que eu nunca terei o corpo de uma modelo. E sei também que poderia perder as gordurinhas que incomodam o suficiente para que eu queira escondê-las.. Enquanto não o faço, sigo com a bermuda.
Ps.: utilizo a peça somente ao vestir roupas bem específicas, na minha rotina prefiro respirar e me movimentar livremente.
Ps2.: Uma amiga me relatou que comprou um espartilho nos moldes antigos mesmo, não de usar por cima, mas de apertar o corpo e formar uma cinturinha mais fina. Interessante, não?
Elisa Casagrande
Então, depois do post sobre o filme da Chanel eu fiquei pensando e, ao comprar uma dessas bermudas que nos faz parecer pelo menos um manequim menor me dei conta: o espartilho não nos abandonou.
Depois de deixar de ser obrigatório no guarda-roupas feminino o espartilho firou objeto de fetiche, é inegavelmente uma peça sexy e que se utiliza apenas em algumas ocasiões. No dia-a-dia é difícil encontrar alguma moça, garota ou senhora fazendo uso da peça.
Mas não, ele não desapareceu, só se reinventou.
Tomou um design menos atraente do que o original e virou "calcinhas" (as aspas se devem ao tamanho das calcinas), cintas, colants e bermudas que apertam, levantam e "arrumam" o corpo feminino. Tudo isso como parte do nosso ideal de beleza, as moças belíssimas e com baixo nível de gordura corporal que deslfilam com uma desenvoltura invejável pelas passarelas (eu as chamo, carinhosamente, de raquíticas).
A nós, reles mortais que pecam na dieta e variam de manequim de tempos em tempos, resta prender a respiração, colocar a bermuda ou similar e vestir aquele vestidinho bandage, aquela blusa justinha ou qualquer outra peça que revele as saliências mais teimosas do corpo.
Isso me faz pensar como pode o tal século XXI, que diz trazer tantas inovações para a vida e rotina social, manter certas tradições tão antigas e primitivas... Nós, mulheres moderas, todas donas de seu próprio nariz, trabalhadoras, de posse de certa intelectualidade, que conquistamos tantos direitos ao longo dos tempos, permanecemos utilizando de tecnicas antiquadas para que possamos nos enquadrar em padrões irreais. Sim, pois sei que eu nunca terei o corpo de uma modelo. E sei também que poderia perder as gordurinhas que incomodam o suficiente para que eu queira escondê-las.. Enquanto não o faço, sigo com a bermuda.
Ps.: utilizo a peça somente ao vestir roupas bem específicas, na minha rotina prefiro respirar e me movimentar livremente.
Ps2.: Uma amiga me relatou que comprou um espartilho nos moldes antigos mesmo, não de usar por cima, mas de apertar o corpo e formar uma cinturinha mais fina. Interessante, não?
Elisa Casagrande
segunda-feira, 29 de março de 2010
A diferença entre comprar em Porto Alegre e Novo Hamburgo... ou a diferença entre fazer compras sozinha e "com as costas quentes"
Dia desses, passeando em Novo Hamburgo (com objetivos bem definidos, diga-se de passagem), comecei a pensar em como é diferente comprar na Capital e no "interior", ou melhor, na região metropolitana. E são muitas...
Em Novo Hamburgo se tem o costume de usar de "condicional", quando se leva algumas roupas de determinada loja para provar em casa, com as suas roupas, seu espelho e um pouco mais de tempo pra pensar. Sei que isso é possível de acontecer em lojas como a M. Officer de Porto Alegre também, mas seja por falta de divulgação ou por uma exigência de ser um cliente fixo e assiduo, creio que muito pouca gente o faça.
Essa é a parte boa, assim como quando acontece de te ligarem de uma loja pra avisar que chegou uma peça que era exatamente o que tu procurava, ou ainda que combine muito contigo. Ou seja, o atendimento em algumas lojas é bem mais pessoal do que nos grandes Shoppings, a não ser que se vá sempre na mesma loja durante um bom tempo, pra se tornar "cliente fixo".
Mas, como tudo tem altos e baixos, a cidade fica devendo um pouco em variedade. Talvez isso se deva ao fato de eu frequentar 3 ou 4 lojas com mais frequência, mas não creio que seja possível encontrar muito mais. As lojas multimarcas em cidades assim procuram localizar-se de maneira que não vendam as mesmas coisas, pois diversas marcas têm um número mínimo de peças que devem ser solicitadas para a venda e seria difícil e incômodo encontrar a mesma peça em duas ou três lojas relativamente próximas.
A ausência de lojas como Zara, Luigi Bertoli e Siberian também entristece um pouquinho, ainda bem que Novo Hamburgo é bem perto de Porto. Mesmo assim, algumas pessoas preferem o conforto da compra realizada num lugar próximo e personalizado.
_
A parte II desse post se refere à continuação do título.
Expus minha idéia de escrever sobre o assunto pra minha mãe e uma amiga, enquanto estávamos sentadas em uma padaria, pedindo um lanche (no meu caso, quiche de 4 queijos e suco de laranja. resistindo bravamente às tentações). Minha mãe disse que a diferença não é da capital pra região metropolitana, mas a de eu comprar sozinha em uma cidade e em outra, onde a conhecem.
E, pensando bem, é um pouco de cada, realmente.
De nada adiantaria eu estar "saracoteando" por Novo Hamburgo e não dizer o nome dela quando quis pegar uma roupa em condicional. Ou chegar em uma loja onde não me conhecem e levar duas blusinhas, para decidir durante a tarde qual das duas eu escolheria.
Mas, também, ainda acho que é muito mais fácil conquistar esse tipo de "mordomia" lá do que aqui.
Em Novo Hamburgo se tem o costume de usar de "condicional", quando se leva algumas roupas de determinada loja para provar em casa, com as suas roupas, seu espelho e um pouco mais de tempo pra pensar. Sei que isso é possível de acontecer em lojas como a M. Officer de Porto Alegre também, mas seja por falta de divulgação ou por uma exigência de ser um cliente fixo e assiduo, creio que muito pouca gente o faça.
Essa é a parte boa, assim como quando acontece de te ligarem de uma loja pra avisar que chegou uma peça que era exatamente o que tu procurava, ou ainda que combine muito contigo. Ou seja, o atendimento em algumas lojas é bem mais pessoal do que nos grandes Shoppings, a não ser que se vá sempre na mesma loja durante um bom tempo, pra se tornar "cliente fixo".
Mas, como tudo tem altos e baixos, a cidade fica devendo um pouco em variedade. Talvez isso se deva ao fato de eu frequentar 3 ou 4 lojas com mais frequência, mas não creio que seja possível encontrar muito mais. As lojas multimarcas em cidades assim procuram localizar-se de maneira que não vendam as mesmas coisas, pois diversas marcas têm um número mínimo de peças que devem ser solicitadas para a venda e seria difícil e incômodo encontrar a mesma peça em duas ou três lojas relativamente próximas.
A ausência de lojas como Zara, Luigi Bertoli e Siberian também entristece um pouquinho, ainda bem que Novo Hamburgo é bem perto de Porto. Mesmo assim, algumas pessoas preferem o conforto da compra realizada num lugar próximo e personalizado.
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A parte II desse post se refere à continuação do título.
Expus minha idéia de escrever sobre o assunto pra minha mãe e uma amiga, enquanto estávamos sentadas em uma padaria, pedindo um lanche (no meu caso, quiche de 4 queijos e suco de laranja. resistindo bravamente às tentações). Minha mãe disse que a diferença não é da capital pra região metropolitana, mas a de eu comprar sozinha em uma cidade e em outra, onde a conhecem.
E, pensando bem, é um pouco de cada, realmente.
De nada adiantaria eu estar "saracoteando" por Novo Hamburgo e não dizer o nome dela quando quis pegar uma roupa em condicional. Ou chegar em uma loja onde não me conhecem e levar duas blusinhas, para decidir durante a tarde qual das duas eu escolheria.
Mas, também, ainda acho que é muito mais fácil conquistar esse tipo de "mordomia" lá do que aqui.
Elisa Casagrande
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Novidade no Bourbon Country
Eu nunca considerei os Shoppings Bourbon como fonte de lojas muito interessantes, confesso. Claro que uma ou outra sempre se salvou, mas se eu quiser comprar, o Iguatemi é, e acho que sempre foi, minha primeira (e várias vezes única) opção em Porto Alegre.
Mas, eis que ontem, 24/03/2010, indo ao cinema a Rubi e eu passamos por uma loja e comentamos como parecia ser bacana e tal. Na volta entramos e achei que ia ter que quebrar meu cartão de crédito pra não comprar nada.
A loja em questão é a Siberian, que abriu no shopping em dezembro do ano passado e é muito, mas muito legal. Camisetas e regatas mais compridinhas, roupas bacanas, sapatos e acessórios. Chega bem perto da Zara, mas mais clean, sem aquela segunda parte da loja, onde tem os camisetões com desenhos e roupas mais descoladas.
Amei, aliás, me apaixonei pela loja.
Disse na hora e reafirmo, BOA PARTE do meu guarda roupas poderia vir de lá fácil.
De regatas a casacos cheios de estilo, eles conseguiram me conquistar. Os preços variam bastante, mas nada muito fora do que a gente encontra normalmente; Oferecendo de roupas mais em conta às capas que, obviamente, têm um preço mais alto, mas nada exorbitante.
Vale a pena conferir.
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Mas, eis que ontem, 24/03/2010, indo ao cinema a Rubi e eu passamos por uma loja e comentamos como parecia ser bacana e tal. Na volta entramos e achei que ia ter que quebrar meu cartão de crédito pra não comprar nada.
A loja em questão é a Siberian, que abriu no shopping em dezembro do ano passado e é muito, mas muito legal. Camisetas e regatas mais compridinhas, roupas bacanas, sapatos e acessórios. Chega bem perto da Zara, mas mais clean, sem aquela segunda parte da loja, onde tem os camisetões com desenhos e roupas mais descoladas.
Amei, aliás, me apaixonei pela loja.
Disse na hora e reafirmo, BOA PARTE do meu guarda roupas poderia vir de lá fácil.
De regatas a casacos cheios de estilo, eles conseguiram me conquistar. Os preços variam bastante, mas nada muito fora do que a gente encontra normalmente; Oferecendo de roupas mais em conta às capas que, obviamente, têm um preço mais alto, mas nada exorbitante.
Vale a pena conferir.
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Elisa Casagrande
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