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segunda-feira, 29 de março de 2010

A diferença entre comprar em Porto Alegre e Novo Hamburgo... ou a diferença entre fazer compras sozinha e "com as costas quentes"

Dia desses, passeando em Novo Hamburgo (com objetivos bem definidos, diga-se de passagem), comecei a pensar em como é diferente comprar na Capital e no "interior", ou melhor, na região metropolitana. E são muitas...

Em Novo Hamburgo se tem o costume de usar de "condicional", quando se leva algumas roupas de determinada loja para provar em casa, com as suas roupas, seu espelho e um pouco mais de tempo pra pensar. Sei que isso é possível de acontecer em lojas como a M. Officer de Porto Alegre também, mas seja por falta de divulgação ou por uma exigência de ser um cliente fixo e assiduo, creio que muito pouca gente o faça.

Essa é a parte boa, assim como quando acontece de te ligarem de uma loja pra avisar que chegou uma peça que era exatamente o que tu procurava, ou ainda que combine muito contigo. Ou seja, o atendimento em algumas lojas é bem mais pessoal do que nos grandes Shoppings, a não ser que se vá sempre na mesma loja durante um bom tempo, pra se tornar "cliente fixo".

Mas, como tudo tem altos e baixos, a cidade fica devendo um pouco em variedade. Talvez isso se deva ao fato de eu frequentar 3 ou 4 lojas com mais frequência, mas não creio que seja possível encontrar muito mais. As lojas multimarcas em cidades assim procuram localizar-se de maneira que não vendam as mesmas coisas, pois diversas marcas têm um número mínimo de peças que devem ser solicitadas para a venda e seria difícil e incômodo encontrar a mesma peça em duas ou três lojas relativamente próximas.

A ausência de lojas como Zara, Luigi Bertoli e Siberian também entristece um pouquinho, ainda bem que Novo Hamburgo é bem perto de Porto. Mesmo assim, algumas pessoas preferem o conforto da compra realizada num lugar próximo e personalizado.
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A parte II desse post se refere à continuação do título.

Expus minha idéia de escrever sobre o assunto pra minha mãe e uma amiga, enquanto estávamos sentadas em uma padaria, pedindo um lanche (no meu caso, quiche de 4 queijos e suco de laranja. resistindo bravamente às tentações). Minha mãe disse que a diferença não é da capital pra região metropolitana, mas a de eu comprar sozinha em uma cidade e em outra, onde a conhecem.

E, pensando bem, é um pouco de cada, realmente.

De nada adiantaria eu estar "saracoteando" por Novo Hamburgo e não dizer o nome dela quando quis pegar uma roupa em condicional. Ou chegar em uma loja onde não me conhecem e levar duas blusinhas, para decidir durante a tarde qual das duas eu escolheria.

Mas, também, ainda acho que é muito mais fácil conquistar esse tipo de "mordomia" lá do que aqui.

Elisa Casagrande

238 anos de Porto Alegre... E a propaganda do Zaffari

"Porto Alegre me dói
não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
não leve a mal"

Com essa parte da música feita pela Sr. Isabela Fogaça, uma linda homenagem feita a Porto, eu poderia encerrar meu post, que nada mais é do que um desejo de felicitações pelo aniversário da cidade enviado publicamente com um certo atraso, mas feito por mim no dia, em silêncio.

Acho super possível achar alguém que goste tanto da cidade quanto eu. Achar quem goste mais já é um desafio.


Dia desses me perguntaram o porquê de tanto carinho pela cidade e eu não soube responder, como um amor por alguém, não tem motivos ou explicações, só existe. Existe e sobrevive apesar dos defeitos todos, pois ninguém é perfeito. E eu gosto dos clichês da cidade mesmo, dos parques, dos bares, das ruas..

Acho que a cidade tem sua beleza em dias com qualquer tempo e em qualquer canto, só fico muito triste com a falta de cuidado e respeito das pessoas pelas condições dos monumentos e das ruas. E muito mais com a falta de segurança e a situação em que se encontra o trânsito por aqui.

Um dia, quem sabe, eu peça o divórcio, nem sempre só o amor é suficiente.
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Agora, pra quem tá se perguntando o que, exatamente, tem a propaganda do Zaffaria a ver com tudo isso, eu respondo: quem mais reparou que o Zaffari vem repetindo a propaganda de homenagem ao aniversário de Porto Alegre? Não sei se é a mesma do ano passado ou se já foi exibida em outros anos, mas isso pra mim é mais um indício de uma coisa: o Zaffari está cortando gastos.

Seja na propaganda, no número de caixas disponíveis, na redução do número de funcionários ou na falta de ouvir aquele simpático "encontrou tudo o que estava procurando?", a mudança na administração do mercado é clara.

Eu, assim como muitas outras pessoas, sou consumidora fiel deles. Não vou com a cara do Nacional, que é tão perto da minha casa quanto o Zaffari, ou na falta de vontade de ir a um carrefour ou big da vida. Mas fidelidade tem limite.

Como o slogan da própria marca diz "economizar é comprar bem" e sempre estivemos dispostos a pagar um pouquinho mais em alguns produtos, pelo bom atendimento e disponibilidade de pessoas quando necessário.

Se o objetivo era "baratear" as coisas, acho que esse foi um tiro no pé.
Mercados baratos tem às pencas, mercados bacanas, nem tanto.

Oi, seu Zaffari, reponha os funcionários educados, por favor?

Elisa Casagrande

sexta-feira, 26 de março de 2010

Camelódromo

O camelódromo é, pra mim, um dos grandes erros feitos na cidade de porto alegre no ano passado. Tenho meus argumentos pra sustentar essa opinião:


1. A obra ficou feia pra caramba, pelo menos de fora - nunca subi.


2. O camelo, antes de fácil acesso a todos (quem nunca passou e deu uma olhadinha?) agora tem como obstáculo uma bela escada. Me comentaram que os vendedores já estão reclamando de pouco movimento. CLARO! Antes a barraca servia de vitrine e o consumidor que tava ali por acaso não precisava fazer esforço nenhum pra comprar - além do esforço de tirar o dinheiro da carteira.


3. Quem, em sã consciência ia querer passar de uma vida sem tributação pra obrigação de pagar impostos?


E agora os motivos que mais me afetam, os ônibus metropolitanos.


5. Os corredores ficaram muito estreitos, tornando as manobras difíceis e arriscadas.


6. A linha da central, que faz novo hamburgo e são leopoldo, antes tinha uma salinha onde a gente podia sentar, ir ao banheiro e ficar no ar condicionado. Agora tanto os trabalhadores da empresa quanto os passageiros são obrigados a ficar naqueles corredores estreitos (e na minha opinião, muito mais perigosos)


7. Ao lado da sala da empresa tinha um bar e sempre em frente ao onibus tinha um senhor com seu carrinho de bebidas, salgadinhos, balas, chicletes e tudo mais. Agora vez que outra passa um senhor com uma mísera caixa... Então se tu dá azar e ele já passou ou não vem, fica com sede! Bar, só umas duas quadras pra cima, correndo o risco de perder o ônibus.


8. Os taxis. ao lado do fim da linha anterior tinha um ponto de taxi. Era fácil, rápido e seguro conseguir um. Agora é uma tarefa árdua encontrar taxis disponíveis perto do local do ônibus, eu diria que é quase impossível, mas achei que ficaria muito pessimista.


A única vantagem, a meu ver, foi que a localização coincidiu com a rua de onde vêm muitas lotações.


Não consegui nenhuma imagem que mostrasse meu ponto de vista do local, a próxima vez que eu estiver por lá, tiro uma foto!


Elisa Casagrande